Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Dragões e Chocolate quente

Dezembro

Ana, 02.12.25

Chegou Dezembro, e para mim Dezembro é Natal, e eu que adoro o Natal! Parece que há uma magia qualquer no ar, nesta altura do ano.

Dia um de Dezembro foi presenteado com um solinho, que nos levou a ir dar umas voltinhas de bicicleta.

E para começar a magia Natalícia cá em casa, fizemos umas bolachinhas de gengibre, que acabaram por não corresponder às expectativas da caixa, mas foram feitas por nós, e isso foi ainda mais especial (e pelo menos estavam comestíveis).

Contámos também com o regresso do nosso Elfo Charlie, para quem não conhece, procurem sobre o Elf on the Shelf, são tradições fofinhas que podemos fazer com os pequenos! 
E começou por atacar os meus chocolates, que andava desejosa por provar os After Eight de menta e cereja, mas que não achei muita piada. 

IMG_1142.jpeg

 

De volta

Ana, 25.11.25

Voltei para o Karaté! 

Experimentei Karaté, a primeira vez , quando tinha 16 anos. Estive lá uns dois meses, se tanto. Não achei que fosse para mim, na altura.

Voltei passado dez anos, aos 26 portanto. E fiz o meu percurso do cinto branco até ao verde, e tive de parar.

Depois de uma longa pausa, coisa de um ano, por dificuldade em conciliar a atividade e ter com quem deixar os pequenos, voltei.

Sinceramente sentia que estava a precisar de exercitar o corpo, e a mente também.

A verdade é que no Karaté sinto que me estou a desafiar, sim, a mim mesma, tanto fisicamente como mentalmente, e esse desafio é bom, faz-me sentir bem.

É um processo de aprendizagem bonito, não é bonito porque tudo sai lindamente à primeira, mas sim porque exige treino, dedicação e falhas, muitas falhas.

E nunca me senti tão bem por errar, por não conseguir algo, porque embora erre e não consiga algo no momento, continuamos a treinar, continuamos a aprender, a aperfeiçoar, e aquilo que agora parece algo inalcançável, daqui a uns meses simplesmente flui.

Neste regresso sinto que realmente há coisas que a memória muscular não esquece, mas outras ficaram perdidas no tempo, e vou ter de fazer por acompanhar o passo. 
É bonito de ver que existem no Karaté pessoas de todas as idades, dos mais pequenos aos mais velhos, e não há uma idade para começar. 

IMG_1078.jpeg



 

Wicked: Pelo Bem

Ana, 22.11.25

Fomos ver o Wicked e devo dizer que adorei! Não quero fazer spoilers, mas ao mesmo tempo que aceito o final, fico triste por não poder existir outra forma de o fazer. 

Sei que existem muitos dramas e especulações que envolvem as atrizes principais, mas eu achei-as maravilhosas, com vozes extraordinárias e adorei o trabalho delas, e de todos os outros!

Adoro também a óbvia conexão que as atrizes levaram do ecrã para a vida real, e adoro como elas têm simplesmente aceitado o seu lado mais vulnerável, e que graças a isso acabo a chorar cada vez que vejo um vídeo que as envolva. Sim, também choro com pouco, é verdade. 

Foi, para mim, uma ótima sessão! 

 

 

O que te impede de escrever?

Ana, 20.11.25

O vazio é assustador... aquele momento em que nos deparamos com uma tela em branco é subversivo. 

E o que nos impede de começar, de fazer, de errar, de modificar e de simplesmente escrever?

Talvez porque nos foi incutido que essa tela branca é destinada apenas aos dotados, àqueles que nascem com o dom de criar a partir do nada, a partir do vazio, mas nada se cria do nada.

Talvez o medo de errar, porque existe uma bancada de juízes prontos a apontar tudo aquilo que não se assemelhe ao perfeito. Sim, parece que hoje, para tudo, temos de criar  na medida do perfeito.

Se vais fazer algo, só o faças se for perfeito.

Mas nada é perfeito, e é isso que nos faz criar, errar, recriar, modificar, melhorar. 

A escrita acompanha-me desde pequena, de diferentes formas, foi fazendo parte da minha vida e da mesma forma que a escrita vinha, a escrita parava.

Percebi, recentemente, que uma das razões do meu bloqueio era precisamente o medo de errar, de não entregar algo perfeito, de que a minha escrita em comparação com a escrita de alguém não seja nada.

Errado.

A minha escrita tem de ser a minha verdade, tem de ser o espelho daquilo que eu estou a ser no momento.

Por isso, escrevam.

Com erros, sem erros, com sentido, sem sentido, escrevam.

Escrevam, apaguem, escrevam de novo. 

Rabisquem, risquem e machuquem o papel, mas escrevam.

Sejamos o caos na tela branca.